Friday, March 22, 2013

JÁ É PRIMAVERA!


Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. Cânticos 2:11-12

Aqui em Portugal a Primavera parece estar em guerra com o Inverno… Ora brilha um sol lindo, ora cai uma tempestade. Faz-me quase lembrar a nossa vida. Parece que a chuva nunca mais pára, parece que o Inverno nunca mais acaba, parece que a Primavera nunca mais consegue romper e o sol nunca mais consegue raiar no meio do tempo cinzento. 

Chove, troveja, faz sol. E parece um ciclo vicioso sem fim à vista. A Primavera chegou ontem, seria de esperar que com a data oficial desta nova estação do ano viesse também uma melhoria do estado do tempo, mas a coisa anda a tremer. 

Será que com a nossa vida se passa algo semelhante? Talvez estejas a viver um Inverno rigoroso, com muita tempestade, com muita chuva, com muitos trovões. Está um tempo assustador na tua vida. Árvores caiem, carros viram-se, casas são alagadas. 

Talvez as tuas estruturas estejam a ser abaladas. Tudo o que sabes parece já não servir de muito. As tuas coisas, aquilo que davas por garantido, de repente já não é tão garantido assim. O teu conforto está a ser-te arrancado, como se te puxassem um tapete debaixo dos pés. 

O caos parece estar instalado.

Mas tudo tem um princípio e o fim. O Inverno começa, mas terá de acabar eventualmente e dar lugar à nova estação. E há uma primavera a querer entrar na tua vida. O sol está a lutar para brilhar e o vento e a chuva, por muito que insistam em permanecer, terão de entender que o seu tempo na tua vida está a chegar ao fim.


Há um tempo de transição entre uma estação e outra. Um tempo em que podes começar a pensar deixar as roupas que vestias e aos poucos, começar a substituí-las por roupas mais leves. Os sobretudos podem, aos poucos, ser substituídos por um blusão, as botas começam a dar lugar a umas sabrinas e os mais ousados começam até a usar tecidos mais primaveris, com cores mais claras e mais suaves, mesmo comprometendo a estética, já que a pele está ainda pouco morena. Esses estão a declarar na sua vida que os tempos cinzentos já foram. Neste período de transição querem chamar novas vibrações para si e nada faz melhor esse papel que a cor, verdade? 

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. Cânticos 2:7

O amado sabe que há um tempo para chegar. A primavera da tua vida também sabe que tem um tempo para surgir e é inevitável, quando isso acontece, que o inverno se retire de cena, simplesmente porque o seu tempo terminou. 

Quero encorajar-te hoje. Ainda que a Primavera pareça demorar, há um tempo para todas as coisas. Há um tempo para chorar e há um tempo para cantar. O teu choro terminou. A tua Primavera está a chegar. A tua vida está a mudar. A dor de um inverno com tantas perdas vai dar lugar à alegria de ver nascer as flores, de ouvir cantar os pássaros. 


Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. Cânticos 2:7-8 

Nesta passagem percebemos que o amado vem a caminho, ao encontro da sunamita e ela está desejosa à espera. Não a vemos desesperada, porque ele nunca mais chega, vemos sim uma mulher que aguarda com o coração palpitante, que sonha com aquele encontro, certa de que quando o vir será como a Primavera quando chega, cheia de esperança, de cores vibrantes, de aromas agradáveis aos sentidos, de cantares que alegram a alma. 

Começa a dar graças neste tempo de transição entre-estações. Muda as tuas vestes, prepara as novas cores, os tecidos mais leves (talvez tenhas de deixar o peso de alguns "sobretudos" para trás), porque o que dita como será a tua primavera é a forma como a desejas, como a esperas e como te preparas para recebê-la.

O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Cânticos 2:10 

A tua primavera está a chegar. Levanta-te para a receberes de cabeça erguida. Pára de chorar o que “morreu”, pára de lamentar o que se perdeu no meio das águas de um Inverno duro, pára de murmurar. 

Começa a alegrar-te. Levanta-te onde estás. Se é no fundo do poço, levanta-te e começa a ver-te a sair dele. Se estás caída, prostrada, levanta a tua voz e começa a louvar e a agradecer pela tua vitória. 

Levanta-te e vai ao encontro do Amado da tua alma, porque Ele traz consigo a promessa de uma nova Primavera… A promessa de novos começos, de novos cânticos, de novos sabores, de novos aromas. 

Depois das chuvas talvez tenhas ficado com a “casa” cheia de lixo trazido pelas tempestades, ou quem sabe tens assoalhadas da “casa” partidas, a precisar de obras. Não temas a reconstrução que se avizinha, porque o Grande Construtor sabe como levantar um edifício forte. 

Ele derrubou as estruturas, agora é tempo de fazer uma remodelação no “templo”. Tempo de fazer uma limpeza geral, de fazer novas pinturas e talvez até, quem sabe, de erguer novos andares, para que subas mais alto, para que vás mais além e fiques ainda mais perto dos céus.

Alegra-te, eis que o tempo de cantar chegou.

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